Escalando a Pedra do Bau

“Cumplicidade, amizade e companheirismo são palavras que estão sempre presentes nas viagens de escalada! Ainda mais se tratando de fazer uma logística para 7 pessoas escalarem uma vida em tradicional. Nesse vídeo eu apresento um pouco dessa logística e os momentos de diversão!!
Ah e por incrível que pareça, mesmo anos indo para São Bento do Sapucaí (SP), essa foi minha primeira via na Pedra do Baú!”

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Release Access Mesh

Desde outubro de 2017 estou usando o tênis Access Mesh, durante esses meses utilizei para fazer trilhas, andar de bike, no dia a dia e até foi testada de uma forma inusitada em uma escalada na Pedra do Baú.
Parece até bater na mesma tecla quando escrevo sobre o visual desse tênis, mas ele é muito  bonito, eu peguei o de cor azul e escolhi o cadarço verde-marca-texto, já que ele vem o cadarço preto também, mas o que mais me chamou a atenção logo de cara foi o peso, esse é deve ser o tênis mais leve da linha Five Tem e como já bem conhecido pelo público, o conforto é um outro ponto bem importante.
O solado é bem aderente, seja na terra, grama, ou piso molhado, então se você procura um tênis de aproximação, para usar no dia-a-dia ou para fazer uma trad e leva-lo na mochila, o Access Mesh é uma excelente opção.

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Mas Rapha e essa história de usá-lo para escalar? Pois é, um amigo simplesmente esqueceu de levar a sapatilha em uma escalada marcada para fazermos a via Cresta + Normal do Bau(Pedra do Bau) e já chegando na cresta ofereci meu tênis e deu muito certo, ele consegui escalar de boa! Então fica mais uma dica sobre a utilidade desse tênis.

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Desafiando o copo e ou a mente?

 

A escalada sempre me trouxe muitos desafios e ainda me proporciona vários, porem encontrei no ciclismo algo diferente, um desafio, um esporte, um treino que eu posso ser mais independente, nao que um amigo para treinar, incentivar, dividir conhecimento nao faca falta, mas é diferente, hoje temos muitos escaladores que complementam o treino com outros esportes e acabam se dedicando da mesma forma.

A bike retornou na minha vida em 2013, aos poucos fui me dedicando e conhecendo cada vez mais o esporte. Eu já fiz trilha, pedalei na ciclo faixa, mas a estrada é o que mais me fascina.

Balões no inicio da prova. Foto: Fabio Kassai

O Audax é um prova da estrada onde o ciclista precisa ser totalmente autônomo durante a prova e só pode obter ajuda durante os PC(posto de controle), a primeira distancia sao 200km, depois 300km, 400km, 600km e vai kilometros por ai! Cada prova tem um tempo máximo para fazer a cada PC também tem um tempo limite para chegar, entao nao basta apenas pedalar os 200km é preciso ficar atento ao fechamento do PC’s. A cada prova concluída o ciclista fica habilitado para fazer a próxima distancia, é o mesmo modelo frances.

Bom a minha prova foi marcada por uma serie de erros, erros que quase arruinaram minha pedalada, o primeiro deles foi nao ficar atento ao desgaste do taco da sapatilha, no ultimo treino eu senti que a sapatilha estava soltando facilmente e no dia prova ela simplesmente nao clipava mais… eu fiz o primeiro PC(60KM) apenas com o pe esquerdo clipado, entao minha cadencia ficou totalmente errada e me levou a forçar todo o lado o esquerdo… na largada, naquele desespero total rs eu pedi ajuda para a Josianne Momberg e ela conseguiu comprar um jogo de taco na cidade e me entregou no primeiro PC(ela me salvou).

Agora vamos para o segundo erro, o segundo PC era o que tinha a pior altimetria e ao pegar a primeira subida que eu precisei usar a marcha mais leve do cassete, bum, a marcha ou pulava ou a corrente saia….. ou seja eu nao tinha a marcha mais leve para subir, nesse ponto eu acabei me distanciando da Adriana Sousa e Sandro Consolo, como eu fazia muita força para subir eu me poupava bastante nas subidas, cheguei alguns minutos depois deles no segundo PC.

O terceiro PC foi o pior, o sol estava muito, mas muito forte, bateu 45 graus de sensação térmica. Como eu ja estava de olho nas subidas da volta, eu marquei que no km 121 teria uma grande subida e resolvi fazer uma pausa em um dos poucos lugares com sombra e teve outros ciclistas que também pararam ali rs mas quando chegou na subida eu nao aguentei e tive que subir empurrando…  foi o primeiro ponto que eu achava que nao iria aguentar mais… retomando ao pedal, quase chegando no 3º PC, avistei um ciclista sentando com a roda na mao e mesmo sem pedir ajuda, eu parei, ele estava com dificuldade para trocar a camara, perguntei se ele sabia trocar, ele respondeu +ou- rs, eu ajudei ele rapidinho e voltei para a prova… cheguei praticamente morto no 3º PC(KM 140 de prova), comecei a ter cãibras e estava a um passo de desistir, mas com que a motivação da Adriana Sousa, Sandro Consolo e Josianne Momberg, consegui encontrar forcar para os 60 kms finais.

Ah e esses 60 kms finais foi sofrido, o sol continuva a nos castigar, nesse momento da prova eu ja nao conseguia comer e pedalar ao mesmo tempo, foi quando eu pedi para a Adriana que eu precisava fazer um descanso, paramos no km 170, ao deitar na grama, eu nao queria levantar mais hahaha, mas com a Adriana chamando para voltar, eu pensei agora, so faltam 30km, vamos pedalar como se fosse a ultima vez… e deu certo, mesmo com todas as dores conseguimos concluir a prova com 12h e 7 minutos, chegamos com 1h e 23 minutos para o tempo limite.

Fazer essa prova foi sem duvida meu maior desafio fisico e psicologico, as dores me perseguiram por dias, mas nada paga a sensacao de terminar os 200km, realmente olhando agora vejo como é loucura pedalar 200km seguidos, mas claro que valeu muito a pena!

Eu agradeco muito a Dri, Sandro e Josi, voces foram demais! Sem a motivacao final de voces eu nao sei se iria conseguir!

Foto Ana Claudia da Silva

Alguns numeros retirados do site Audax SP (link https://audaxsp.wordpress.com/2017/02/22/resultados-oficiais-brevet-200-brevet-300-desafio-120-boituva-180217/)

No Brevet 200, dos 196 inscritos 178 largaram, sendo que tivemos 160 (89,9%) que completaram o percurso dentro do tempo limite de 13h30min.

No Brevet 300, dos 73 inscritos 65 largaram, sendo que tivemos 59 (90,7%) que completaram o percurso dentro do tempo limite de 20h.

No Desafio 120 foram 37 inscritos e 32 largaram, sendo que tivemos 26 (81,2%) que completaram o percurso dentro do tempo limite de 8h.

Reabastecendo Foto Josianne Momberg

Alguns numeros meus:

1 red bull

1.2L de coca cola

5.5L de agua

1.8L de gatorade

1 banana

1 bananinha

3 goibainha

2 cupnudles

1 latinha de atum

3 gelzinhos de carboidrato

3 paçocas

Varios melzinhos

Eu no final da prova. Foto Josianne Mombe

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CLIMBCast #02 – Entrevista com Raphael Nishimura

Conhecem o novo canal para divulgar a escalada?

O ClimbCast veio para atender uma mídia pouca utilizada em nosso esporte!

Produzido pelo escalado Rodrigo Junqueira, o canal  esta na sua segunda edição!

Perguntas bem elaboradas, com um formato bem leve e dinâmico! Ouçam a minha participação!

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Escalando a pedra do Pao de Açúcar

E finalmente eu consegui escalar do Pão de Açúcar, uma escalada que sonhava desde 2008 quando eu iniciei escalar na rocha, mas por diversos fatores eu não consegui, mesmo viajando para o Rio por diversas vezes.Alinhar imagem
 
Mas essa historia não começa assim, eu preciso contar uma “praga” que eu roguei para alguns amigos: “eu disse que se eu morresse antes de escalar do Pão de açúcar, eu iria voltar para assombrá-los rsrs”, então graças a Cissa Carvalho essa praga não existe mais.
Voltando, com a decisão de não participar do Mundial de escalada eu precisa arrumar alguma viagem pois a ferias do trabalho já estava marcada. Eu comecei a planejar alguns locais para escalar, já que essa seria a primeira ferias que eu iria me dedicar a escalar na rocha. Com o retorno da Cissa que estava morando na França e também gostaria de escalar por aqui e tinha disponibilidade resolvemos ir para o Rio escalar o maior numero de vias clássicas tradicionais.Alinhar imagem
Após fazer uma aclimatação na via Coringa na mesma pedra, combinamos de fazer a escalada começando pela via Italianos com a via Secundo. O começo da via foi bem tranquilo, mas perto da primeira parada eu simplesmente empaquei, não conseguia fazer o lance de forma alguma, nesse momento eu acabei perdendo bastante tempo e a Cissa na segunda parada estava bem preocupado com o tempo que estava fechando, ao fundo nos conseguíamos ver a chuva, mas que felizmente não chegou ate o Pão de Açúcar.

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Da terceira para a quarta parada, foi onde eu tive meu maior medo na escalada, uma travessia, tinha bastante agarras, mas o problema é que eu teria que retirar a costura e descer dois movs para entrar na linha da travessia, quem disse que eu conseguia fazer isso? Lembro que quando eu cheguei no lance, eu havia retirado a costura e ja estava escalando em direção a Cissa, quando ela me disse que se eu descesse seria melhor, nessa hora eu travei, acabei voltando para o grampo costurei e passei a corda de volta! Nesse ponto eu apenas pensava no pendulo em caso de queda e todo o ralado que iria acontecer, eu falei diversas vezes para a Cissa que não iria conseguir, ela com muita paciência me acalmou! Eu no desespero tentei em vão utilizar um cordelete para manter a corda no grampo, a única forma que eu via para fazer esse lance foi deixar o cordelete no grampo e utilizar para descer ate a agarra de incio da travessia, confesso que tirar o dedo do cordelete foi muito difícil, mas com a confiança que a Cissa passava eu consegui passar o lance! UFA!!!Alinhar imagem
As demais cordadas foram bem mais tranquilas e conseguimos chegar ao cume sem mais nenhum medo rs devido ao jogos Olímpicos havia um segurança nos aguardando para fazer a revista em nossas mochilas e material.Alinhar imagem
Escalar essa pedra foi muito emocionante, ver a vista la de cima é algo impagável, recomendo essa escalada!
Gostaria de deixar um grande obrigado para a Cissa Carvalho, realizei um grande sonho!!!!!!!
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Nota oficial ABEE – trabalhos 2016 e formatação para 2017

A Associação Brasileira de Escalada Esportiva divulgou hoje uma importante carta sobre o futuro da escalada de competicao no Brasil.

“Atletas ABEE,
Não deixem de ler a NOTA OFICIAL, a disposição no site da ABEE – http://www.abee.net.br/realizacoes-e-trabalhos-abee-2o-semestre-de-2016/, abordando diversos assuntos da atualidade, incluindo formatação de trabalho para otimizar a evolução de nossos atletas de Escalada Esportiva.”

Fonte Facebook da ABEE

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[Entrevistas] Conheça a escalada, o novo esporte olímpico

Saiu a reportagem que o Band Esporte Clube e o Marcelo Negrao fizeram com o Raphael Nishimura e a Thais Makino.
Eles explicam como será a estreia da escalada nas Olimpíadas, no ginásio Casa de Pedra, em São Paulo.

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