Como voltar à rotina de escalada depois de uma lesão?

Texto original http://blog.sbioutdoor.com.br/2019/04/14/como-voltar-a-rotina-de-escalada-depois-de-uma-lesao/

No final de fevereiro tive alta médica para voltar a escalar!

Estava afastado dos treinos por causa de duas fraturas seguidas na clavícula: a primeira foi em 2017 durante uma prova de bike e a segunda foi em 2018 quando houve uma tentativa de retirar a placa e os pinos… (Leia aqui a história completa)

Longe da escalada desde agosto de 2018, chegou a hora de retomar os treinos e focar na escalada, já que pelo menos estava liberado para pedalar desde dezembro!

Nishimura e sua companheira de pedal

Bike pelo menos já estava liberado, agora é voltar a subir parede!

Mas como sair da inércia depois de tanto tempo parado e focar nos treinos de escalada e bike?

A rotina de trabalhar, manter o convívio social, conciliar o trabalho na ABEE (Associação Brasileira de Escalada Esportiva) fora do horário comercial… Não é algo fácil de reorganizar quando você fica tantos meses nesta rotina.

O que eu conseguia fazer era pedalar de leve no final de semana e um pouco de fisioterapia em casa. Eu comprei um thera-band, que é uma fita elástica utilizada para fazer fisioterapia e aquecimento para escalar.

Comprei na tentativa de fazer alguns exercícios com ele, mas adianto que a disciplina nesse ponto não era dos melhores. A questão é que fiz tanta fisioterapia em 2018 que para mim agora existe uma espécie de bloqueio para fazer esses exercícios em casa, mas para ser utilizado para ganhar força muscular é muito bom.

Rapha com sua Thera-band

Uma das minhas sessões com a Thera-band

 

Minha rotina de exercícios para voltar a escalar

Para retomar a escalada eu decidi pegar bem leve, para ganhar condicionamento físico, força e perder peso. Uma dica legal e que me ajudou MUITO e ainda estou mantendo:

Quando eu troquei de emprego e voltei a trabalhar no 14º andar, eu comecei a subir todos os dias de escada para chegar no trabalho. Paro o carro no primeiro subsolo, então são ao todo 15 andares todos os dias!

O começo foi bem cansativo, chegava ofegante no andar e os amigos do trabalho não entendiam ou ficavam assustados… Com o tempo eles se acostumaram, e até um deles resolveu subir as escadas também!

Isso me ajudou a perder peso e ganhar um pouco de condicionamento cardiovascular. Segundo meu aplicativo do celular, minha média diária são de 10 andares por dia, lembrando que não trabalho no final de semana e alguns dias trabalho em casa. Como eu subo em um ritmo tranquilo, não chego nem a suar.

Com certeza o aspecto psicólogico e a motivacão são as peças mais importantes para voltar à rotina de treinos e ter foco em objetivos dentro do esporte. Hoje eu só quero voltar à forma física, não sentir dor quando escalo e não me lesionar.

Não tenho o objetivo de escalar “números”, porém quero muito voltar a me aventurar na rocha, especificamente os grandes paredões. Minha rotina de escalada indoor ainda não está fixa, tenho mantido duas visitas por semana na 90 Graus e aos poucos sinto que a força e elasticidade estão voltando, mas a resistência ainda está bem fraca.

Rapha escalando via na 90 Graus

Eu e meu companheiro de escalada Max, um dos divertidos sacos de magnésio da 8BPlus

Uma outra forma que encontrei para ganhar força foi comprar uma barra dessas de colocar entre o batente da porta e pagar barras e fazer bolinha (não sei o nome técnico disso, mas seria subir as pernas para fortalecer o abdômen). Tem ajudado.

 

Desistir, jamais!

A temporada de escalada em rocha começou! Espero estar preparado física e psicologicamente para praticar o esporte que tanto amo! Alinhado a uma boa alimentação, voltar a ter hábitos saudáveis, tudo começa a se encaixar.

Acredito que toda volta é preciso ter muita paciência, resiliência e pensamentos positivos, que no fim das contas o que tiver que ser será! Foco e disciplina também se encaixam nesse perfil, espero em breve retornar à rocha e encontrar novamente os amigos.

Tenho planos para escalar após o feriado da Páscoa!!!

 

Texto:Felipe Fontes

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Como quebrar o mesmo osso 2 vezes em 12 meses:

texto original em:

http://blog.sbioutdoor.com.br/2019/01/10/azar-em-dobro-as-duas-fraturas-consecutivas-de-raphael-nishimura-e-sua-recuperacao-para-voltar-ao-esporte/

Quem é capaz de quebrar o mesmo osso em menos de 12 meses?

Eu!! Como alguns sabem, em agosto de 2017 sofri uma queda de bike durante uma prova de longa duração. O desafio teria pouco mais de 120 km, mas logo nos primeiros três quilômetros eu fui fechado e tocado por outra bike: quando você está atrás e é tocado na roda na frente, você literalmente sai voando por cima da bicicleta e nesse voo eu aterrissei em cima do meu ombro esquerdo, sofrendo assim uma grande quebra na clavícula.

Lembro que logo após a queda eu sentia uma dor imensa no ombro e meio que por instinto não deixei que ninguém me levantasse para me retirar da estrada e nesse mesmo momento eu também não movimentei o braço esquerdo. Enquanto esperava o resgate do SAMU chegar, comecei tatear a clavícula para saber se estava ou não quebrada, pois na hora não dava para ter certeza da situação.

Toda vez que eu passava a mão na clavícula eu sentia um “buraco” – e sabia que algo muito ruim havia acontecido.

Chegando ao hospital, o diagnóstico foi desanimador. Além da fratura total na clavícula, o médico queria me operar. Com muita dor e sem entender direito, aceitei na hora, mas ainda bem que estava com dois amigos que me acompanharam no hospital e a Dri e o Sandro me aconselharam a ir para um hospital em São Paulo e ouvir uma segunda opinião. O segundo médico deu o mesmo diagnóstico e assim aceitei fazer a cirurgia.

Fixaram uma placa e oito pinos nas minhas costas.

Foram oito semanas de tipoia, cinco meses sem escalar, já não lembro a quantidade de sessões de fisioterapia, mas lembro que eu ia de segunda a sábado. Na primeira semana de retorno a escalada, eu estava aquecendo na travessia e machuquei feio um músculo das costas, foram mais algumas semanas de molho.  Novamente de volta aos treinos, eu comecei bem de leve e aos poucos minha forma física foi melhorando, mesmo com algumas dores eu não parei de treinar, apenas não estava frequentando a rocha.

Em julho de 2018, já recuperado 100%, fui para a Bolívia fazer minha primeira alta montanha. Durante essa viagem (e outras) eu sentia um grande incômodo com a alça da mochila batendo na placa que segurava minha clavícula. E já estava combinado com o médico se caso a placa incomodasse, havia a possibilidade de retirar 12 meses depois.

 

SJLN9765

No caminho para o cume

No caminho para o cume do monte Chacaltaya, na Bolívia

Em agosto de 2018, conversando com o doutor, decidi que seria melhor operar e retirar a placa. A consulta foi numa terça-feira de manhã e o médico tinha agenda para operar na quarta-feira, então foi uma correria, fui para o trabalho para avisar meu chefe e passar as atividades para meu substituto, avisar minha família e namorada e voltar ao hospital para ser internado para a cirurgia.

Por mais simples que seria a retirada da placa, houve uma complicação. Dois pinos estavam condensados e o médico ao forçar para tentar retirá-los, acabou quebrando novamente o osso…! Agora estou com uma placa maior e 13 pinos… Estamos em janeiro de 2019 e ainda não tive alta para voltar a escalar.

Enfim, como dizem naquele velho ditado, “Não há nada tão ruim que não possa piorar”. No meu caso teve! Após a cirurgia fiquei bem triste, claro, mas depois com o tempo passando estou focado na minha recuperação. O médico já liberou a bike, então na medida do possível estou cuidando da parte física. Espero voltar a escalar muito em breve e quando voltar eu prometo voltar  a rocha e visitar os amigos!

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[Como foi] Viagem para Bolivia – alta montanha 6000 metros

Depois de quase 1 ano sem escrever, ca estou para tentar descrever como foi essa viagem incrível, cheio de paisagens lindas, muito frio, mal da altitude, muita lhamas rs e um bocado de historias!

Para começar, preciso voltar em 2013, ano que conheci o Maximo na festa dos Outsiders, desde entao, anualmente ele me convida para fazer uma Alta Montanha e por causa do meu medo, sempre “fugia” rs, mas em 2017 no evento da Mountain Festival em São Bento do Sapucaí, a Maria Ulbrich me convidou novamente e que dessa vez iriam mais pessoas com deficiência fisica e seria aprimeira expedicao de 6000 metros que partiria do Brasil, entre eles o Guilherme e Juliana do Projeto Montanha para Todos, dessa vez deixei o medo de lado e aceitei o desafio!!

eu e o Maximo com Huayna Potosi ao fundo

eu e a Maria em Vila Sajama

Desafio feito, o jeito foi tentar entrar em forma, pois no Mountain Festival eu ainda estava me recuperando a primeira quebra na clavícula e nao estava escalando ou fazendo qualquer outra atividade física, eu sabia que o desafio seria enorme e sei que nao estava na minha melhor forma física e psicologia, mas consegui aproveitar bem a viagem!

Feito isso, faltava escolher os equipamentos que iria levar, o que comprar e o que alugar la, ja que na alta montanha utilizam-se diversos equipamentos diferentes da escalada! Do meu apoiador Deuter, eu levei para testar e usar, a mochila  ACT Trail Pro 34, um mochila bem leve, versátil e com muitos bolsos multi-uso, também usei o saco de dormir Orbit 0º . Do meu apoiador SBI Outdoor, levei o tenis Camp Four GTX MID, que possui a tecnologia gore-tex, alem de ser bem leve, confortável e bonito, aguentou bem a neve e o frio que enfrentei por la!

Parte dos equipamentos

A chegada em La Paz que fica a 3600 metros de altitude, eu ja senti o tal do “mal da altura” que muitos acreditam ser uma lenda, muito baseado no jogos de futebol que acontece por la e todos os jogadores usam ” como desculpa” esse mal rs, mas um detalhe importante, o aeroporto fica em Él Alto a 4150 metros, e na caminhada do aviao ate a esteira de bagagens, meu coração quase teve um treco a respiração estava bem difícil, seguindo as dicas da Bernadete que participou da expedição e também estava no mesmo voo, eu caminhei bem devagar e respirando fundo, ajudou bastante, ficamos 3 dias aclimatando em La Paz, tomando 4l de agua por dia, conhecendo a culinária local e a sua cultura.

La Paz e suas casas sem reboco para nao pagar impostos

Nos primeiros dias eu consegui me adaptar bem a altura, tive apenas um dia de dor de cabeça e apenas no 3 dia eu passei mal do estômago e acordei de madrugada para “chamar o hugo”, ah o chá de coca ajuda bastante para diminuir o mal estar, ja em relação a comida local nao consegui me alimentar bem, so a quinoa me salvava rsrs

No 4o dia fizemos outra aclimatação em Chacaltaya, com 5400 metros de altura e a poucas horas de La Paz, foi um bate volta bem legal e com muitos turistas subindo, uma particularidade quando começamos a subir é que essa montanha tem um cume falso e outro verdadeiro e quando chegamos no cume falso, pensei, ufa, acabou vamos voltar rs só que nao, ainda faltavam alguns metros ate o cume verdadeiro, que na vista parecia perto, mas que levou algumas horas, com muito vento, frio, neve e gelo, porem com um visual extremamente incrível e lindo! Nas fotos abaixo da para ter um noção melhor.

Inicio da subida, com antiga estação de esqui desativada

No caminho para o cume

No cume

na altura das nuvens, quase no cume

A subida foi bem legal, uma bela experiência para quem nunca tinha subido tao alto, a falta de ar de impressionante, damos poucos passos e cansamos, a dica era caminhar bem lentamente e respirar, coisa que eu nao conseguia fazer, de tempo em tempo eu precisa sentar para recuperar o ar, mas depois o visual compensou!! Porem ali ja deu para sentir o frio, o vento e a altitude.

Partimos para o parque em Vila Sajama, divisa com o Chile para subir o vulcão Acotango, com 6.052 metros, considerado uma subida mais “tranquila” para a nossa expedição. Essa vila é bem pequena com cerca de 40 habitantes, ficamos em um hostal, uma mistura de hotel com hostel, havia uma especie de sala bem grande, onde fazíamos as refeicoes e ficamos la conversando para passar o tempo, pois nao havia muita coisa para se fazer, alem de aclimatar, nosso plano era ficar 1 dia aclimatando e no dia seguinte partir para o cume. Porem nem tudo sai como planejado rs na primeira noite que dormimos, acordamos com uma surpresa inesperada, muita, mas muita neve havia caido durante a madrugada, a beleza de ver tudo coberto de neve impressionou no começo, mas depois começou a comprometer a logística da viagem, pois nevou durante todo o dia.

Antes da neve

Depois da neve

Os dias seguintes ficamos aguardando a neve derreter, porem o clima nao melhorava muito, para passar o tempo davamos voltar pela vila, alguns fizeram caminhadas, foram nos geisers, eu, Ju e Guilherme, para pouparmos energias para o cume decidimos nao fazer essas coisas, confesso que para mim foi péssimo, estou acostumado a fazer tantas coisas e ficar “preso” durante 3 dias acabou com o meu psicológico, com a passagem marcada para voltar ao Brasil, eu so teria mais uma noite para tentar o cume, e na tarde desse mesmo dia, acompanhei a expedição que subiu rumo ao Acotango para verificar como estava a estrada. O local é uma mineradora do governo boliviano, entao boa parte da subida estava boa, a partir do fim da area da mineradora a estrada ficou pessima, ate que chegamos no ponto que o carro atolou na neve, os guias que desceram para desatolar o carro, andavam com neve quase na altura da cintura, ali sentia que seria o fim da minha viagem, pois seria totalmente inviável sair nessa madrugada para atacar o cume.

Muita neve e vento!

Eu ja estava muito cansado fisicamente e psicologicamente, feito isso decidi nao adiar minha volta e abandonar a expedição, sei que é difícil de explicar, mas mesmo que tivéssemos condicoes climáticas para atacar o cume, tinha quase certeza que meu corpo nao iria aguentar, o frio intenso, vento forte e minha má adaptação a comida local me deixaram muito fraco! Sei que preciso me preparar melhor, nao so na parte física, mas no psicológico principalmente!

Mas essa experiência foi muito incrível, conviver com o Máximo, Maria, Ju, Guilherme, os guias do Gente de Montanha e toda a galera da expedicao, so me fez ver como o esporte ajuda e agrega as pessoas, uns ajudando aos outros, incentivando, compartilhando, conversando, convivendo, trocando informacoes e o que é melhor, cada uma da sua forma buscando atingir seus objetivos, seus sonhos, seus recordes, seus cumes,  suas experiencias de vida!!

EU SO POSSO DIZER UM MUITO OBRIGADO E TODOS QUE ESTAVAM NESSA VIAGEM!

OBRIGADO!

Galera tomando um cha com a Chola

Ju subindo o Chacaltaya

Bolivia e sua tradicao do filhote da lhama empalhada

Sera que nevou?

Boulder 1

Boulder 2

Tênis Five Ten Camp Four aguentou bem a neve!

Vila Sajama e suas montanhas

Paisagens lindas

Um OBRIGADO ESPECIAL ao Gente de Montanha pelo convite, logística, cuidado e carinho que fui tratado e principalmente por ter custeado quase toda a minha viagem!

Obrigado também a SBI Outdoor por me ajudar com parte do custo da passagem aérea!

 

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Escalando a Pedra do Bau

“Cumplicidade, amizade e companheirismo são palavras que estão sempre presentes nas viagens de escalada! Ainda mais se tratando de fazer uma logística para 7 pessoas escalarem uma vida em tradicional. Nesse vídeo eu apresento um pouco dessa logística e os momentos de diversão!!
Ah e por incrível que pareça, mesmo anos indo para São Bento do Sapucaí (SP), essa foi minha primeira via na Pedra do Baú!”

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Release Access Mesh

Desde outubro de 2017 estou usando o tênis Access Mesh, durante esses meses utilizei para fazer trilhas, andar de bike, no dia a dia e até foi testada de uma forma inusitada em uma escalada na Pedra do Baú.
Parece até bater na mesma tecla quando escrevo sobre o visual desse tênis, mas ele é muito  bonito, eu peguei o de cor azul e escolhi o cadarço verde-marca-texto, já que ele vem o cadarço preto também, mas o que mais me chamou a atenção logo de cara foi o peso, esse é deve ser o tênis mais leve da linha Five Tem e como já bem conhecido pelo público, o conforto é um outro ponto bem importante.
O solado é bem aderente, seja na terra, grama, ou piso molhado, então se você procura um tênis de aproximação, para usar no dia-a-dia ou para fazer uma trad e leva-lo na mochila, o Access Mesh é uma excelente opção.

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Mas Rapha e essa história de usá-lo para escalar? Pois é, um amigo simplesmente esqueceu de levar a sapatilha em uma escalada marcada para fazermos a via Cresta + Normal do Bau(Pedra do Bau) e já chegando na cresta ofereci meu tênis e deu muito certo, ele consegui escalar de boa! Então fica mais uma dica sobre a utilidade desse tênis.

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Desafiando o copo e ou a mente?

 

A escalada sempre me trouxe muitos desafios e ainda me proporciona vários, porem encontrei no ciclismo algo diferente, um desafio, um esporte, um treino que eu posso ser mais independente, nao que um amigo para treinar, incentivar, dividir conhecimento nao faca falta, mas é diferente, hoje temos muitos escaladores que complementam o treino com outros esportes e acabam se dedicando da mesma forma.

A bike retornou na minha vida em 2013, aos poucos fui me dedicando e conhecendo cada vez mais o esporte. Eu já fiz trilha, pedalei na ciclo faixa, mas a estrada é o que mais me fascina.

Balões no inicio da prova. Foto: Fabio Kassai

O Audax é um prova da estrada onde o ciclista precisa ser totalmente autônomo durante a prova e só pode obter ajuda durante os PC(posto de controle), a primeira distancia sao 200km, depois 300km, 400km, 600km e vai kilometros por ai! Cada prova tem um tempo máximo para fazer a cada PC também tem um tempo limite para chegar, entao nao basta apenas pedalar os 200km é preciso ficar atento ao fechamento do PC’s. A cada prova concluída o ciclista fica habilitado para fazer a próxima distancia, é o mesmo modelo frances.

Bom a minha prova foi marcada por uma serie de erros, erros que quase arruinaram minha pedalada, o primeiro deles foi nao ficar atento ao desgaste do taco da sapatilha, no ultimo treino eu senti que a sapatilha estava soltando facilmente e no dia prova ela simplesmente nao clipava mais… eu fiz o primeiro PC(60KM) apenas com o pe esquerdo clipado, entao minha cadencia ficou totalmente errada e me levou a forçar todo o lado o esquerdo… na largada, naquele desespero total rs eu pedi ajuda para a Josianne Momberg e ela conseguiu comprar um jogo de taco na cidade e me entregou no primeiro PC(ela me salvou).

Agora vamos para o segundo erro, o segundo PC era o que tinha a pior altimetria e ao pegar a primeira subida que eu precisei usar a marcha mais leve do cassete, bum, a marcha ou pulava ou a corrente saia….. ou seja eu nao tinha a marcha mais leve para subir, nesse ponto eu acabei me distanciando da Adriana Sousa e Sandro Consolo, como eu fazia muita força para subir eu me poupava bastante nas subidas, cheguei alguns minutos depois deles no segundo PC.

O terceiro PC foi o pior, o sol estava muito, mas muito forte, bateu 45 graus de sensação térmica. Como eu ja estava de olho nas subidas da volta, eu marquei que no km 121 teria uma grande subida e resolvi fazer uma pausa em um dos poucos lugares com sombra e teve outros ciclistas que também pararam ali rs mas quando chegou na subida eu nao aguentei e tive que subir empurrando…  foi o primeiro ponto que eu achava que nao iria aguentar mais… retomando ao pedal, quase chegando no 3º PC, avistei um ciclista sentando com a roda na mao e mesmo sem pedir ajuda, eu parei, ele estava com dificuldade para trocar a camara, perguntei se ele sabia trocar, ele respondeu +ou- rs, eu ajudei ele rapidinho e voltei para a prova… cheguei praticamente morto no 3º PC(KM 140 de prova), comecei a ter cãibras e estava a um passo de desistir, mas com que a motivação da Adriana Sousa, Sandro Consolo e Josianne Momberg, consegui encontrar forcar para os 60 kms finais.

Ah e esses 60 kms finais foi sofrido, o sol continuva a nos castigar, nesse momento da prova eu ja nao conseguia comer e pedalar ao mesmo tempo, foi quando eu pedi para a Adriana que eu precisava fazer um descanso, paramos no km 170, ao deitar na grama, eu nao queria levantar mais hahaha, mas com a Adriana chamando para voltar, eu pensei agora, so faltam 30km, vamos pedalar como se fosse a ultima vez… e deu certo, mesmo com todas as dores conseguimos concluir a prova com 12h e 7 minutos, chegamos com 1h e 23 minutos para o tempo limite.

Fazer essa prova foi sem duvida meu maior desafio fisico e psicologico, as dores me perseguiram por dias, mas nada paga a sensacao de terminar os 200km, realmente olhando agora vejo como é loucura pedalar 200km seguidos, mas claro que valeu muito a pena!

Eu agradeco muito a Dri, Sandro e Josi, voces foram demais! Sem a motivacao final de voces eu nao sei se iria conseguir!

Foto Ana Claudia da Silva

Alguns numeros retirados do site Audax SP (link https://audaxsp.wordpress.com/2017/02/22/resultados-oficiais-brevet-200-brevet-300-desafio-120-boituva-180217/)

No Brevet 200, dos 196 inscritos 178 largaram, sendo que tivemos 160 (89,9%) que completaram o percurso dentro do tempo limite de 13h30min.

No Brevet 300, dos 73 inscritos 65 largaram, sendo que tivemos 59 (90,7%) que completaram o percurso dentro do tempo limite de 20h.

No Desafio 120 foram 37 inscritos e 32 largaram, sendo que tivemos 26 (81,2%) que completaram o percurso dentro do tempo limite de 8h.

Reabastecendo Foto Josianne Momberg

Alguns numeros meus:

1 red bull

1.2L de coca cola

5.5L de agua

1.8L de gatorade

1 banana

1 bananinha

3 goibainha

2 cupnudles

1 latinha de atum

3 gelzinhos de carboidrato

3 paçocas

Varios melzinhos

Eu no final da prova. Foto Josianne Mombe

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CLIMBCast #02 – Entrevista com Raphael Nishimura

Conhecem o novo canal para divulgar a escalada?

O ClimbCast veio para atender uma mídia pouca utilizada em nosso esporte!

Produzido pelo escalado Rodrigo Junqueira, o canal  esta na sua segunda edição!

Perguntas bem elaboradas, com um formato bem leve e dinâmico! Ouçam a minha participação!

capturar

 

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